O LIVRO

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sábado, 23 de julho de 2016

Nossa História - CITOU - Personagem da História - José Bonifácio de Andrade e Silva - UM DEFENSOR DOS ESCRAVOS





"É tempo de irmos acabando gradualmente, até os últimos vestígios da escravidão entre nós, para que venhamos a formar, em poucas gerações, uma nação homogênea, sem o que nunca seremos verdadeiramente livres, respeitáveis e felizes". José Bonifácio de Andrada e Silva

A ideia de libertação dos escravos era antiga no Brasil. Surgira durante a Inconfidência Mineira e na Revolução Pernambucana de 1817. Logo após a nossa Independência, em 1822, muitos políticos passaram a olhar com certo temor o aumento da massa escrava.

     José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838 ) foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência" por ter sido uma pessoa decisiva para a Independência do Brasil.Bonifácio de Andrada e Silva foi o principal  personagem da Independência política e do início da formação da nacionalidade brasileira. Em meio a tantas personalidades de alto nível -como Frei Caneca, Cipriano Barata, Feijó- sua atuação foi decisiva nesses primeiros momentos de vida diplomática, política e cultural do novo país. Quanto à escravatura negra o projeto de José Bonifácio sobre a abolição do tráfico de escravos  africanos e a escravidão constitui a mais importante e vigorosa obra brasileira contra o tráfico, o que explica a ira geral dos comerciantes negreiros que contra ele se levantou.

sábado, 9 de julho de 2016

Data Comemorativa - 9 DE JULHO - DIA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA





Nove de julho, feriado em todo o Estado de São Paulo, mas qual feriado é este? Nesta data, em todo estado de São Paulo, é celebrado o Dia da Revolução Constitucionalista, ocorrida na década de 1930.
A  Revolução Constitucionalista, ocorrida em 9 de julho de 1932, foi um movimento contra o primeiro governo de Getúlio Vargas (ocorrido entre 1930 e 1945). Antes do golpe de Estado que colocou Vargas no poder, em 1930, o Brasil era regido pela “política do café com leite”, pela qual as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revezavam na presidência do País.

Tão logo assume, o gaúcho Vargas dissolve o Congresso, destitui os governadores e nomeia interventores de sua confiança (muitos tenentes) nos Estados.  Ainda em novembro cria dois novos ministérios, um deles, o do Trabalho, entregue ao gaúcho Lindolfo Collor, avô do futuro presidente Fernando Collor, que revela suas preocupações em regular as relações entre patrões e empregados.
Evidente que as elites , ''donas'' da Velha República , não se conformam com a nova ordem imposta por gaúchos e mineiros, e em julho de 1932 partem para o contra golpe no que chamam de Revolução Constitucionalista. Não conseguem a adesão de um único Estado da federação e resistem por dois meses.
Cartaz do M.M.D.C. utilizado para recrutar
 jovens para o movimento em 1932

O estopim da Revolução Constitucionalista foi a morte dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, durante a tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista, em 23 de maio de 1932.
A sigla M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes pelos quais os estudantes mortos eram conhecidos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), se transformaram no símbolo do movimento, como mostra o cartaz de convocação de voluntários para a Revolução Constitucionalista, do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).
Entre os meses de julho e outubro de 1932, as ruas de São Paulo foram o cenário de conflitos entre os revoltosos e as tropas do governo federal. O movimento, que exigia a promulgação de uma nova Constituição, fracassou no dia 1º de outubro de 1932, quando foi assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.


Um dos monumentos mais emblemáticos de São Paulo faz referência à Revolução de 9 de julho de 1932. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, oficialmente chamado Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32. Lá estão sepultados os corpos de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e de outros 713 mortos durante o movimento paulista anti-Vargas.



O Obelisco, que tem 72 metros de altura, está localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, no Parque do Ibirapuera. O monumento foi feito em mármore e inaugurado em 9 de julho de 1955, com projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e execução do engenheiro alemão radicado no Brasil Ulrich Edler.