O LIVRO

O LIVRO
Mostrando postagens com marcador língua portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador língua portuguesa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de maio de 2017

NOSSA LÍNGUA - Dia Internacional da Língua Portuguesa





O Dia Internacional da Língua Portuguesa e da Cultura é comemorado anualmente em 5 de maio entre os países lusófonos.
Esta data celebra a importância cultura e histórica da língua portuguesa para toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Durante esta data, os países que formam a CPLP promovem eventos especiais na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Vamos conhecer um pouco da história da língua portuguesa.


                                               HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Nossa língua é formada a partir de várias outras: as dos povos iberos e celtas, que viveram onde hoje é Portugal: o latim (vulgar e culto), dos romanos, que estenderam seu império até a Península Ibérica: o grego, de dialetos bárbaros, principalmente o dos visigodos, que viveram naquela região na idade Média; a dos árabes, que também dominaram a região;  as de etnias africanas  e indígenas (nesses dois casos, no Brasil, durante a colonização); o francês e o inglês, mais recentemente. Por isso, deve-se relativizar a dita "pureza" de uma língua, já que elas comumente são formadas por vários acréscimos. Atualmente, fala-se muito na influência da língua inglesa sobre a portuguesa , do quanto isso pode ser danoso, reflexo negativo da globalização como dominação cultural, combatida através da criação de medidas, inclusive leis. Contudo, há quem defenda que o incentivo para que a população valorize melhor seu idioma, através da educação de qualidade, seja uma maneira melhor de preservar nossa língua.

  O português é conhecido como "a língua de Camões" (em homenagem a uma das mais conhecidas figuras literárias de Portugal, Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas) e "a última flor do Lácio" (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac ). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma "doce e agradável".  Em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa, um museu interativo sobre o idioma, foi fundado em São Paulo, Brasil, a cidade com o maior número de falantes do português em todo o mundo.



   
          LÍNGUA PORTUGUESA
                                     Olavo Bilac




Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o tom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!





   

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dúvida: Enfim (junto) ou em fim (separado)?




A palavra enfim é um advérbio de tempo que tem o mesmo sentido de "finalmente".

Exemplo:

Enfim nós vamos conseguir comprar a casa 
(ou seja: finalmente nós vamos conseguir comprar a casa)

Em fim (separado) é uma locução adverbial, ou seja: é a união de duas ou mais palavras que funcionam como um advérbio. Nesse caso, "em fim" tem o mesmo sentido de "no final de alguma coisa". Ou seja: sempre usamos "em fim de alguma coisa". 

Exemplo:

Aquele professor chato já deve se aposentar porque ele está em fim de carreira. 
(ou seja: no final da carreira dele).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Nossa Língua - Quando usar "Debaixo" e "De baixo"






As duas formas existem na norma culta, mas são usadas em contextos diferentes.

“Debaixo” significa “sob” e sempre precisa de um complemento. Como nos exemplos:
- Ele foi se esconder debaixo da mesa.
- Vivem debaixo do mesmo teto.
- Não usava roupas debaixo do sobretudo.
- Foi para casa debaixo de chuva.
Em todos esses casos (em alguns com certas alterações) é possível substituir “debaixo” por “sob“.

Quando, então, usamos “de baixo“, assim separado? Essa forma é mais rara e só cabe quando a ideia é fazer oposição a “cima“. Note também que ele nem sempre precisa de um complemento. Por exemplo:
- Mexeu a perna de baixo para cima.
- Vim de baixo, enquanto ela veio de cima.  
- Ele nunca usa roupas de baixo. >> Em oposição às “roupas de cima”.
- Deixou as contas na parte de baixo da estante.  >> Porque também existe a parte de cima da estante.
- Começou a reforma da casa pelo andar de baixo.  >> Em oposição ao andar de cima.
Perceba que, nesses casos, não tem como substituir a expressão por “sob”. Assim, na dúvida, tente fazer a substituição. Se rolar, é “debaixo”, tudo junto. Se não rolar, é separado.

Consultoria:
- Dicionário de erros correntes da Língua Portuguesa
João Bosco Medeiros e Adilson Gobbes
Editora Atlas

terça-feira, 19 de maio de 2015

Nossa Língua - COISAS DE NOSSA LÍNGUA - "CACOFONIA''




Cacofonia, cacófato ou cacófaton, é o nome que se dá a sons desagradáveis ao ouvido formados muitas vezes pela combinação do final de uma palavra com o início da seguinte, que ao ser pronunciadas podem dar um sentido ridículo, ou apenas serem indistinguíveis entre si.

A cacofonia pode constituir-se em um dos chamados vícios de linguagem.

Na Literatura vários exemplos de cacófatos podem ser coletados que, entretanto, podem ser justificáveis. Em Camões, no soneto "Alma Minha...", a própria expressão-título é criticada por formar o cacófaton "maminha".

O historiador José Marques da Cruz , porém, justifica a expressão como:
"própria do século XVI, em que vários clássicos empregaram frases assim: amigo meu, amiga minha. alma minha (...) É que toda gente estudava o latim puro, onde se diz amicus meus (e não meus amicus), anima mea ( e não mea anima), mostrando sempre os escritores da época, nos seus escritos, a profunda influência da sintaxe latina."

Nossa Língua: COISAS DE NOSSA LÍNGUA - A QUESTÃO DOS "PORQUÊS"

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

GREGÓRIO DE MATOS - O poeta 'boca do inferno'


 
Gregório de Matos
 
 
Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tritezas e alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falta a firmesa,
Na formosura não se dê constancia,
E na alegria sinta-se a triteza,
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na incostância.

Gregório de Matos

Gregório de Matos Guerra , alcunhado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa, foi um advogado e poeta do Brasil colônia. É considerado o maior poeta barroco do Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa, no período colonial.